segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Melhores leituras, filmes e séries vistos, de 2015

Melhores Leituras de 2015

No ano de 2015, continuei lendo mais livros de autoras, mas o problema que tive foi em diminuir ler menos livros e HQs de estadunidense, principalmente quanto quadrinhos, pois Marvel e DC são majoritariamente de homens e dos EUA. Entretanto neste ano li dois livros de autores da Oceania e comecei a gostar de alguns autores da América Latina. Eu sei que é pouco comparado a quantidade em ordem de maior leituras que fiz de autores estadunidenses, europeus (ingleses, franceses, tcheco, islandês e finlandês), brasileiros e asiáticos (japoneses) em comparação aos autores da região da África, Oceania e Oriente Médio. Pretendo em 2016 pelo menos ler mais autores da América Latina e da África porque é bom conhecer novas visões de mundo e novos autores. Agora vamos a lista de melhores leituras de 2015:



Em busca de um homem sensível, de Anäis Nin


   Este livro foi lido em janeiro de 2015, mas mesmo depois de ler mais livros acredito que foi uma das melhores leituras do ano. Pretendo ler mais Anäis Nin.

A indicação de Björk não falhou. Não sabia o que esperar do livro que com sua simplicidade e desenvolvimento me conquistou profundamente.



O Teatro do Bem e do Mal, de Eduardo Galeano


Sabe quando um autor fala tudo que você pensa sobre as questões sobre política e conduta humana. Só que tenho a dizer é que preciso ler mais Galeano.
Frankenstein, de Mary Shelley

Não fiz resenha deste livro em 2015, pois acredito que este livro tem uma complexidade que não sei se conseguiria traduzir em uma resenha. Se você ainda não leu e gosta de filosofia, suspense e de uma atmosfera meio gótica, você precisa ler este livro.




XXX Holic #01-4, de Clamp

Clamp fez o mangá da minha infância (Sakura Card Captor), então neste outro mangá tem questões um pouco mais adultas problematizadas, mas tem sua leveza e no pouco de li os mangás mexem com os desejos das pessoas e apareceu a Sakura e o Shoran em um dos volumes. 

Amanda Palmer ensinando que devemos aproveitar as possibilidades, e não desistir do seus sonhos profissionais não ter recursos suficientes para tal. Um livro e tanto que deve ser lido por todos.

Pó de parede, de Carol Bensimon

Carol Bensimon pega histórias diferentes e coloca reflexões de personagens que não se adaptaram com algumas questões, circunstâncias. Este não contentar destes personagens me fascina e em breve escreverei uma resenha do livro.


Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

O que me surpreendeu foi o final deste livro e como as  várias camadas de problematização do livro. Não tinha lido um livro de ficção de Chimamanda, mas percebi que o discurso que ela defende na não-ficção se conecta quando escreveu uma ficção que levantam questões sobre colonialismo, conflito entre a identidade dada pelos europeus e a identidade dos antepassados, os costumes e abuso do poder de Eugene Achike. Além disto, adorei a mensagem por de trás da figura do Hibisco Roxo.
Uivo, de Allen Ginsberg

Depois de ter lido "Amor no tempos de fúria", de Lawrence Fenlinghetti, tive um interesse maior em me adentrar a literatura beat e verifiquei com Ginsberg que me interesso pelos temas e pelo desenvolvimento que estão presentes junto a este grupo. Ainda não li o Keroauc nem Burroughs, mas em breve pretendo ler algo deles.






Melhores Filmes vistos em 2015

A viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki

Neste ano comecei a ver filmes da Ghibli e estou amando. Este foi o primeiro filme que vi e foi tão sensível que me fez continuar a ver filmes deste Studio. Eu que conhecia os animes japoneses não estava nem um pouco esperando que este filme fosse tão gostoso de ver.

O labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro

Apesar do desenvolvimento triste deste filme, eu tenho gosto normalmente de filmes mais dramáticos do que as demais gêneros. Então este filme misturou um pouco de fantastico e de drama fazendo eu me lembrar do jogo Alice: Madness Returns e preciso neste ano rever este filme.



Um estranho no ninho, de Milos Forman


Apesar de meu interesse sobre como a medicina e ter aguçado este interesse com Foucault, eu não tinha nenhum interesse em ver este filme. Entretanto, num dias destes que estava na faculdade e passaram este filme no entre-aulas. Depois disto, fiquei pensando porquê que eu não queria ver este filme. Que é realmente muito bom. Para quem gosta de Foucault, de psicologia e psiquiatria este filme é um ótimo jeito de descansar não descansando (pois sua mente vai ficar a mil por hora).


Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller

Eu não tinha assistido o Mad Max antigo, mas a repercussão deste novo filme fez eu querer muito ver mesmo que seja um filme meio de ação. Não me arrependi, pois o filme realmente é fantástico. Dando um apoderamento feminino enorme com a Furiosa (interpretado por Charlize Theron).

Mutantes,Pornô Punk Feminista, de Virginie Despentes

Este filme é estilo documentário do qual discute e problematiza a questão de que feministas pode gostar e fazer parte da produção de pornografia. Além disto, promove um apoio a regulamentação da profissão de prostituição, pois desta forma as pessoas que trabalham não sofreriam problemas vinculados a violência, abuso e problemas relacionados a não serem devidamente pagxs. Neste filme discuti sobre o que Anäis Nin diz sobre a diferença entre literatura erótica e pornográfica. Para quem ficou interessado em ver este filme, peço que vão abertos a discussão proposta, pois as problematizações deste filme é super necessária.

Os 33, de Patricia Riggen

Este filme é uma ficção baseada num problema que ocorreu em 2010, no Chile, com 33 mineiros que ficaram presos 700 metros abaixo do nível do mar por uma mineradora que não tinha feito devido assustes de seguranças necessários para o trabalhos destes. Esta história me fez chorar, mesmo sabendo o que aconteceu com estes 33 mineiros. 

A incrível história de Adaline, de Lee Toland Krieger

Mais um filme que não achava que iria gostar, mas com seu desenvolvimento sensível sobre o problemas que Adaline (interpretado por Blake Lively) sofreu e o medo fez com que eu ficasse ansiosa até o fim do filme por ela.

Paris-Manhatan, de Sophie Lellouche

Paris-Manhatan é um filme leve, que conta a vida de Alice (interpretada por Alice Taglioni) que adora os filmes de Woody Allen, mas que aparentemente deseja ter um relacionamento assim como nos filmes do seu diretor favorito, mas não encontrou alguém. A personagem principal é farmaceutica, que não gosta de festas e vestidos e é uma pessoa muito sincera. Sei que este filme parece o tipo filme de romance, mas porque não assistir algo assim sem pretensão alguma para acalmar os nervos.

Que horas Ela Volta?, de Anna Muylaert

Este filme foi indicado por Jout Jout  e fiquei interessada em assistir. Achei a problematização do filme super interessante e necessária. Depois de ver o filme e concordei que TODXS devem assistir este filme!!! No ano de 2015 teve tanto protesto e panelhaço (em SP, pelo menos) por um grupo que acredita que é melhor que todos da face da Terra. Que na verdade só adoram um meritocracia, um estacionar e fura o transito através da faixa dos ciclistas e que fica reclamando de bolsa família, pois acreditam que este investimento é desnecessário. Este filme problematiza algumas destas mentalidades de superioridade perante a grupos que não tem tanto dinheiro quanto elas.


História Cruzadas, de Tate Taylor

 Outro filme que fala sobre a condição das domesticas, mas este caso dos Estados Unidos. Este filme mostra que lá a questão racial está muito vinculada a profissão e condição financeira das mulheres. Neste filme o preconceito fica muito mais nítido, pois assim como no Apartheid da África do Sul houve questões de divisões de espaços por conta da cor das pessoas. Filme que TODXS devem ver, e perceber que estas separações de tarefas estão muito vinculadas a escravidão!

A canção do Oceano, de Tomm Moore

Esta é a segunda animação da lista cheia de momentos fofos. Este é mais um filme para ser ver quando precisa para acreditar no bem.

Cabaret, de Bob Fosse

Adoro temas vinculados a década de 1920 e 1930 e este filme além disto é um musical sobre cabaré. Fiquei esperando que fosse um filme mais leve, mas a questão do Partido Nazista e a perseguição judaica aparece na história deixando um pouco tensa alguns momentos. Se gosta de musical e sobre assunto de Segunda Guerra pode ser uma boa pedida, mas não espere que seja um filme de guerra (porque não é!).

Uma Noite de Amor e Música, de Peter Sollet

Outro filme leve e para assistir sem compromisso. Sou fã da atriz Kat Dennings em 2 Broke Girls que faz a Max, e neste filme ela é um das personagens principais com o nome de Norah e isto me empolgou muito ver um filme com ela e que tenha muita música envolvida. 

Em Nome do Pai, de Jim Sheridan

Apesar do nome esquisito, para quem não sabe a história vai achar que é um filme sobre cristianismo, mas não é. Este filme fala sobre o conflito entre Reino Unido com Irlanda por conta do IRA. Neste contexto, acontece um erro de julgamento de um grupo acusado de fazer terrorismo na Inglaterra. Filme que mexeu muito comigo e apesar de ser um filme extremamente triste é maravilhoso.

O conto de Princesa Kaguya, de Isao Takahata

Animação muito bonita, mas extremamente triste. Eu chorei muito neste filme, então se quiser ver este filme já sabe que é para estar com lenços de papel, porque realmente é um filme bem pesado.



Jack e a Mecânica do Coração, de Mathias Malzieu e  Stéphane Berla

Esta outra animação que parece estar ambientada num filme do George Méliès, conta um história de amor dramática com toques de platonismo. O final é triste, mas achei lindo este filme com musical.

Vida de Adulto, de Scott Coffey

Conta a história de uma menina que terminou o curso de Letras e pretende ser escritora assim como seu autor favorito, mas as coisas não parecem tão fáceis assim. Então, ela na busca pela sua carreira de escritora vive momentos difíceis nesta vida adulta. Um filme que gostei, apesar de ter momentos bem desestimuladores para quem está terminando a faculdade e quem já acabou a faculdade.

Chef, de Jon Favreau

Ao contrário do filme citado anteriormente, este filme é muito incentivador para tentar novos meios de fazer algo que gosta. Apesar deste filme tem um momento de drama de leve, a maioria do filme é mais comédia.

Cidade das Sombras, de Gil Kenan

Meu namorado ama este filme e no ano passado eu assisti com ele e adorei. O filme fala de uma cidade subterrânea que tem um mito que um dia, eles voltariam a superfície, mas como se passaram muito tempo, eles não acreditam mais que seja possível voltarem a superfície. Este livro é baseado em uma série e livros, que após ver o filme fiquei com muita vontade de ler.
Minhas Tardes Com Margueritte, de Jean Becker

Este filme muito amável desenvolve a história de  Germain Chazes  (interpretado por Gérard Depardieu) que é um homem simples de uma cidadezinha francesa que conhece uma senhora que todos os dias senta na praça para ler e alimentar as pombas. Ele assim como a senhora tem o costume de sentar na praça e dar comida as pombas e assim fazem amizade. Ele que não sabia ler, passa a se interessar pela leitura, pois amizade e as horas sentados a praça os estimula a superar a suas dificuldades de aprendizagem. Este filme é muito amor!

Frances Ha, de Noah Baumbach

Filme sobre uma bailarina que problema em sua vida por confiar demais nas pessoas e por desejar se sustentar com a própria arte. Frances (interpretada por Greta Gerwig), esta bailarina, é uma moça que tem problemas de aceitação de si e tenta muito agradar as pessoas. Entretanto, por vários problemas decorridos por ser agradável demais bem aos poucos busca por sua independência tanto das pessoas em sua volta quanto da família. Apesar de ser um drama um tanto depressivo, eu amo como a personagem dá volta por cima.



Melhores Séries vistas em 2015





Grace and Frankie (1° temporada)

Através de um vídeo da Jout Jout (não lembro qual vídeo, desculpe), eu fiquei curiosa para assistir esta série e comecei a ver o primeiro episódio e não parei mais.

Terra Nova (1° temporada)

Infelizmente esta série foi cancelada, mas ela me lembra o livro Utopia (um dos livros favoritos da vida). Então adorei ver esta série do começo ao fim.

Orange is the new black (1-2 temporadas)

Eu assisti até a terceira temporada, mas gostei mais da primeira e segunda temporadas pela critica ao sistema penitenciário e os motivos pelo qual estas presidiarias foram presas.

Vikings (2-3° temporada)

Amo esta série e não sei o que comentar além de que se você gosta de filmes e séries de aventura e que pretendem ter um interesse de uma ficção histórica, talvez você goste da série.

Gotham (1° temporada)

Ainda não assisti a segunda temporada, mas como amante do universo DC e fã da Mulher-Gato fiquei muito empolgada com esta série.



Fiz até um post sobre esta série por ter tanto gostado desta série. Em dois dias tinha visto ela por completo e quando terminei fiquei com saudade. Este ano sai a segunda temporada é a série que mais espero ver em 2016! *_*





Bem este foram os melhores do ano de 2015. Espero que venha mais leituras, filmes e séries maravilhosas para 2016 para mim e para você!

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