domingo, 9 de agosto de 2015

Sense8 e a liberdade de expressão



   Há muito tempo, eu sou fã dos filmes feitos pelos Wachowski. Vi Matrix pela primeira vez quando criança. O que me fascinava nesta série de filmes Matrix era o questionamento e a ideia de existir uma realidade alternativa, algo que não a comumente via nos filmes da época. Quando criança não tinha tanto conhecimento  de que havia alguém que pensou na criação destes filmes, mas sabia que o produto final, o filme, parecia algo mágico para mim. Ao longo destes anos continuei revendo Matrix, e também passei a ver outros filmes destes diretores incríveis que tanto admirava, que são os irmãos Wachowskis.
   A série Sense8 para um leigo de filmografia destes diretores podem achar que esta série é um tanto maluca, pois conecta ficção científica com discussões de sociologia e uma discussão aberta sobre sexualidade. Porém, eu, Jéssica, vejo esta série como algo iluminador, não por ser uma série incrível (que é), mas por ter esta sensibilidade de interconectar as pessoas independente do sexo, gênero, sexualidade, ideologia e história de vida, como foi no filme Cloud Atlas feita pelo mesmos criadores desta série.  
  O assunto que tão bem explorado na série sobre identidade sexual e de gênero pode ser interligado com o discurso de premiação "HRC Visibility Award" em 2012, de um dos irmãos Wachowski, que se declarou trangênero. Acho este ato de se aceitar independente dos outros um ato maravilhoso e libertador, veja o que ela disse quando o ganhou:



  Esta linda fala me fez repensar como a suas obras demonstram muito a necessidade de se aceitar o seu verdadeiro eu, deixando as conveniências e padrões da sociedade. Isto pode ser reforçado quando vemos a série de Sense8, que traz um personagem que é ator que teme se assumir gay a mídia; e outra personagem transexual que vive com sua namorada, porém foge de uma família religiosa e preconceituosa que não a aceita como ela é de verdade. Acho incrível como eles conseguiram transmitir tantas mensagens e pontuar tantas questões dentro de uma série com 12 episódios.
  Este post pode ser um pouco diferente de outros que acostumo escrever aqui, mas saibam que o intuito que tive ao criar este blog foi de discutir e apontar que que feminismo é desejar a igualdade entre os seres, independente do sexo, gênero e opção sexual. Então acredito que este desabafo e indicação é extremamente importante. Gosto do meu blog como um espaço livre de expressão, pois com tanto odeio queria aqui semear o amor e a necessidade de dizer o tipo de feminismo que sou adepta, que é um feminismo que acredita no amor e que deve existir igualdade entre os seres independente de sua aparência física, escolaridade, classe social, sexualidade e ideologia.  
  Veja este trecho de Sense8 que mais define o que eu quis explicar neste post:
(Para quem não viu esta série, este trecho não dá spoilers, então fiquem relaxados ao ver este trecho)



Aproveitem para ver a primeira temporada! A segunda temporada foi confirmada e será disponibilizada no próximo ano.


sábado, 8 de agosto de 2015

Resultado da Maratona Literária de Inverno

 Durante o mês de Julho, eu li, na primeira semana:

-Peter Pan, de J. M. Barrie (um livro que me decepcionou muito) ★★
-A Família Mumin, de Tove Jansson; (terminei de lê-lo só na terceira semana) ★★★
Jogos Vorazes, de Suzanne Collins; ★★★

Na segunda semana eu li:

-Frankenstein, de Mary Shelley; ★★★
-Morte, de Neil Gaiman;  ★★★


Na terceira semana eu li:

-Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux; (Outra grande decepção) ★★
-Turma da Mônica - Laços, de Vitor e Lu Cafaggi ★★★
-Chico Bento: Pavor Espaciar, de Gustavo Duarte ★★★
-Uivo: Kaddish e outros poemas, de Allen Ginsberg ★★★

Por não ter gostado do livro de Leroux precisava ler algo mais gostoso para tirar a possibilidade de não conseguir mais ler por conta de uma leitura ruim...então fui ler algumas hqs que não estavam na minha meta desta maratona, mas que foram bem legais para voltar a ler. Além dos hqs, eu li também o livro de poemas de Ginsberg que foi muito bom para conseguir terminar a semana. 

Na quarta semana li:
-As Memórias do Livro, de Geraldine Brooks; ★★★
-Iniciação ao naturalismo, de Vilberto A. Felipe; ★★


O que aprendi desta maratona foi que realmente sou pessíma em determinar que leitura devo fazer, pois tendo escolher minha leitura de acordo com o que acredito que me fará bem. Entretanto, esta maratona me auxiliou retomar as leituras do projeto de Penny Dreadful, pois li dois livros que faltavam para eu escrever um post sobre estas leituras. Logo logo irei escrever este post onde pontuarei minha perspectiva sobre os livros e a série. (Adianto que falarei só sobre a primeira, pois a segunda temporada ainda não vi.)

Um beijo!

 Desejo ótimas leituras a todos!