domingo, 22 de março de 2015

A raposa sombria, de Sjón



    Assim como a compra deste livro que foi despretensiosa, li o livro sem esperar algo extraordinário, e talvez por isto este livro me surpreendeu. O que me chamou a atenção foi o título dizendo que era uma lenda islandesa e ao comentário na capa da cantora Björk que dizia: "Quando preciso de algo épico e lírico, eu recorro ao Sjón. A raposa sombria é uma novela mágica." Sou fã da cantora Björk e aos poucos me empolguei com a possibilidade de encontrar algo "mágico", como ela disse.
    O livro possui apenas quatro capítulos onde o primeiro datam dos dias 9 a 11 de janeiro de 1883, o segundo capítulo datam dos dias 8 a 9 de janeiro de 1883, o terceiro datam dos dias 11 a 17 de janeiro de 1883 e o último capítulo data do dia 23 de março de 1883. Este brincadeira com a cronologia não é mero descaso do autor, mas gera ao ler uma busca para entender o porquê de cada detalhe dado em cada capítulo. Só entendi quem eram os personagens ao final do livro.
     A raposa neste livro é mais do que um simples animal que ao princípio estava sendo caçada em um dia que nevava, mas pensando em unir a mitologia nórdica e a representação de quem era a raposa em "Odd e os Gigantes de Gelo", de Neil Gaiman, que a raposa era o deus Loki. No começo pensei que talvez estava querendo encaixar algo que não era, mas ao longo do livro só foi se confirmando esta possibilidade de associação.
      Não quero falar muito sobre este livro, não por estar com preguiça, mas que o interessante nele é descobrir e conectar as informações. 
          A letra da música "Wanderlust", que é uma música da Björk com colaboração de Sjón, conversa muito que este livro, pois o livro renega o "civilizado" para "navegar nas leis da natureza".  


     

        
Na minha percepção a música se conectou não só a raposa como se mesclou com a "lenda" criada sobre Abba.

  Este livro trata de forma muito cuidadosa e "mágica" sobre assuntos que são pesados. Realmente, esta foi uma das minhas melhores leituras do ano.
 
   

terça-feira, 10 de março de 2015

Exposição da Mafalda


    Este post é para mostra um pouco da exposição da Mafalda, que aconteceu na Praça da Arte, em São Paulo. A exposição continha várias tirinhas das quais não tinha uma conexão com a outra. 
    O público que mais se direcionava a tirinhas era os adolescentes e adultos. Quanto as crianças, elas não esperavam a hora de poder interagir ou com uma pequena oficina que tinha no espaço ou por um espaço cheio de puffs onde passava episódios da versão televisiva dos quadrinhos.
    A primeira tirinha que vi na exposição foi esta:




 Dá para perceber que ela foi retirada do seu contexto nem se quer foi explicado para o visitante sobre o período que foi feita Mafalda para entender a crítica. Porém, não por isto me preocupei, pois a exposição estava recebendo em grande quantidade de visitantes de facha etárias diferentes e o percebia que o propósito destes eram diferentes. Entendendo isto, creio que só de atrair pessoas não leitoras ou leituras de quadrinhos lerem e interessá-los a buscar mais sobre a Mafalda.
  O espaço contava também com reconstruções de imagens no espaço.








  Esta imagem abaixo reconstruí Mafalda e seus amigos estavam assistindo Pica-Pau. Esta reconstrução estava dentro de um televisão antiga, quando apertava o botão começava a tocar a música da vinheta do Pica-Pau.


Já nesta outra imagem abaixo, Mafalda "dançava" a som de Beatles.


Esta tirinha que brinca com o trágico possuía ...  


... a reprodução dá invenção de Felipe em tamanho real.


    Para finalizar minha breve demonstração do que foi a exposição, deixo um quadrinho que muito diz a importância da personagem.






Espero que tenham gostado!