terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Filmes e Séries vistas em 2014



   Sei que falo pouco de filmes e séries por aqui, mas quero compartilhar um lista de todos (que me lembro) filmes e séries que vi em 2014. Os filmes que assisti em 2014 foram:


-X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014) ★★★
-Jogos Vorazes: Em Chamas (2013) ★★★
-As Vantagens de Ser Invisível (2012) ★★★
-O Grande Hotel Budapeste (2014) ★★★
-Amantes Eternos (2013) ★★★
-A Extraordinária Viagem  (2011) ★★★
-Eu Não Faço a Menor Ideia do que eu Tô Fazendo Com a Minha Vida (2012) ★★★
-Violette (2013) ★★★
-Viagem à Lua (1902) ★★★
-Le Diable Au Couvent  (1899)  ★★★
-A Nightmare (1897) ★★★
-Marilyn no Divã (2008) ★★★
-Depois de Maio (2012) ★★★
-Os Homens que não Amavam as Mulheres (2009) Dirigido por: Niels Arden Oplev  ★★★
- Confissões de Adolescente  ★★★
-Os Educadores (2004) ★★★
-Reino Escondido (2013) ★★★
-Uma noite de amor e música (2008) ★★★
-Penelope (2006) ★★★
-O Leitor (2008) ★★★
-Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual (2011) ★★★
-Bee Movie - A História de uma Abelha (2007) ★★★
-Azul é a cor mais quente (2013) ★★
-Como Treinar o seu Dragão 2 (2014) ★★★
-A Abadia de Northanger (2007) ★★★
-Lições de Um Sonho (2011) ★★★
-As Horas (2002) ★★★
-Mansfield Park (2007) ★★
-Os Garotos Perdidos (1987) ★★
-Blue Jasmine ( 2013) ★★
-Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011) Dirigido por: David Fincher ★★
-As Aventuras de Pi (2012) 
-Aquiles e a Tartaruga (2008) 
- Magia ao Luar (2014) 
-O que será de nozes? (2014) 

    Os meus filmes favoritos são X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014) (que foi incrivelmente o melhor filme de X-men!); Jogos Vorazes: Em Chamas (2013) que me deixou com vontade de ler os livros; As Vantagens de Ser Invisível (2012) que deve ser visto por todos pelo menos uma vez na vida; e O Grande Hotel Budapeste (2014) que trabalhou com tanta leveza e humor uma história que parecia tão devagar.

Séries que assisti:
-Suburgatório (3ª Temporada) (2014)  ★★★★ 
-Penny Dreadful (1ª Temporada)  (2014) ★★★
-Vikings (1ª Temporada) (2013) ★★★


    Ainda estou vendo a primeira temporada de Hannibal e de Sherlock Holmes, então ainda não sei se gostei. As séries neste ano foram muito gostosas de assistir neste ano. Infelizmente o 3ª temporada de Suburgatório acabou e estou meio orfã ainda da série. Quando sinto saudade corro para ouvir a música tema da série cantada pela Tessa Altman (Jane Levy).

                                       



    Este é um pequeno apanhado de que assisti neste ano. Caso queiram que eu fale mais sobre algum deles seria um prazer dividi minhas impressões deles. Também me digam o que assistiram e quais foram os melhores filmes e séries do seu ano.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Metas para 2015

     Neste ano pensei em participar do Desafios Literários do Skoob, mas percebi que não sou dê ler um gênero por obrigação. O meu humor dificulta e às vezes facilita o processo de leitura. Então, eu pretendo ler, em 2015, livros que já queria ler mais por algum problema com o tempo e o universo conspirou para que eu deixasse ele esquecido.
     Reparei que neste ano li mais autores do autoras, e tentarei para o próximo ano ler mais autoras. Fui verificar isto depois de ver o vídeo da Juliana Brina do canal e blog O pintassilgo falando sobre "Leitores sem fronteira" onde ela fez apanhado das leituras verificando de onde era o/a escritor(a) e se leu mais escritores ou escritoras. Gostaria de participar deste projeto de leitura, mas acredito que deve ser um projeto a longo prazo (o que quer dizer, que mesmo que começasse a fazê-lo devo estendê-lo para os outros anos). O resultado das minhas leituras de 2014 foi que li mais autores brasileiros, segundo lugar ficaram os japoneses, em terceiro lugar os estadunidenses, em quarto lugar foram os ingleses, em quinto foram franceses. Pretendo continuar a ler autores que gosto, mas também buscar por outros países e autores que não li. Dando mais importância a literatura do Oriente Médio, África, Ásia, Oceania e América Latina que foram pouco lidas neste ano. 

Irei aqui deixar uma amostra dos principais livros que quero ler para 2015:

- "A Família Mumin", de Tove Jansson

- "Peter Pan", de J. M. Barrie

- "Em busca de um homem sensível", de Anaïs Nin

- "Mutações", de Liv Ulmann

-"Comer Animais", Jonathan Safran Foer

-"O Amor nos Tempos de Cólera", de Gabriel García Márquez

-"As boas mulheres da China" de Xinran

-"A moral da ambiguidade", de Simone de Beauvoir

-"Hibisco Roxo", de Chimamanda Ngozi Adichie

- "O Homem revoltado", de Albert Camus

-"O Senhor da Dança" de Chagdud Tulku Rinpoche

-"A senhora da Magia", de Marion Zimmer Bradley

    Quem souber outros autores destes continentes que quero dar prioridade nas leituras, por favor, comente comigo! Adoraria receber sugestões de autores e livros!

   Além destes livros que pretendo ler em 2015, quero participar das leituras do Clube de Leituras Feministas - Bastardas criado por Tatianne, do canal e blog O país das entrelinhasDéa, do blog Biofagia; Olga, do canal Itinerário de pasárgada; e Michelle, do blog In a handful of dust. Será muito bom compartilhar leituras feministas com elas.
   O último projeto de leitura, que farei em 2015, será a leitura de livros relacionados a Penny Dreadful. Pretendia começar a ler os livros ainda neste final de ano, mas acabei deixando para depois.


Espero a todos que 2015 seja um ano de ótimas leituras e de muitas realizações (de leitura e na vida)!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

"O escolhido foi você" - Miranda July

   
 O livro de Miranda July me impressionou pela sua construção na busca de si de uma forma diferente. Ela encontra nas conversas de vendedores que anunciaram no PennySaver seus antigos pertences a "cura" do seu bloqueio criativo. Este jornal:


"O PennySaver sempre foi mais forte quando a economia esteve mais fraca; a primeira edição foi impressa durante a Grande Depressão na garagem de alguém. O termo nunca tinha sido registrado, então PennySaver de Maryland não pertencia ao PennySaver da Flórida nem ao PennySaver de Nevada. Todos tinham começado suas versões online na última década, e todas as versões impressas vão acabar na próxima década." (p. 26)      


     Ela passa a entrevistar pessoas que anunciam seus pertences antigos no jornal e nestas conversas descobre outros mundos do qual não percebia se não fosse através do PennySaver. Miranda fez no seu descontentamento com a vida e a carreira transformar ao ouvir relatos das pessoas que ela comprou algo. Levou este projeto a sério, mesmo que planejasse perguntas o encontro com a pessoa através do objeto anunciado era inesperado. O medo da protagonista de que seus planos não darem certo foi ao longo do livro sendo superados, quando conheceu diversas histórias de superação e de conquistas de sonhos.
Imagem do primeiro entrevistado por Miranda (p.10) 



    A primeira vez que vai ao encontro de uma das pessoas que anuncia no PennySaver, ela encontra um senhor de idade em busca da sua transformação de sexo feminino e a venda da jaqueta de couro não representava apenas um jeito de financiar este sonho, mas  a despedida de uma identidade. A protagonista quando teve contato com outros tipos de realidades se interessou em relatar no seu roteiro parte destas pessoas que conheceu pelos anúncios do jornal. Desejando que fosse "reais, forjadas da vida, como todas as outras partes da história." (p. 40)


   A protagonista no decorrer dos encontros com anunciantes do PennySaver, conheceu Dina que anunciou um secador de cabelo por 5 dólares e durante a visita para comprar o produto e conheceu mais sobre a anunciante. Dina pede a filha para cantar a música "The Climb" da Miley Cyrus para Miranda e Miranda sentiu que Cyrus falava com ela através de Lynette (filha de Dina) para que ela mantivesse a fé. Além da camiseta de Dina possuía a menagem "eu sou o que sou" (p. 141) e fez com que Miranda se reconhecesse como escritora e como alguém que ouviu e viu o que viraria sua escrita.

Imagem de Dina e Lynette (p. 140)
    Não vou continuar a contar sobre este livro, pois acredito que perderia muita a graça do livro se fizesse um relato de todo livro. O movimento do livro traz a mudança que Miranda tanto deseja em sua vida, pois aquela escritora frustrada passa a ver mais sentido na sua escrita após conhecer as pessoas que anunciavam no PennySaver. Não esperava o rumo deste livro, mas confesso que gostei e muito dele. Para finalizar esta resenha deixo a música "The Climb", da Miley Cyrus, para talvez interessar alguém a conhecer este livro lindo.


sábado, 20 de dezembro de 2014

Festejar com Mafalda, em São Paulo


Olá Pessoas!

    Sabiam que neste mês de dezembro inaugurou a exposição "O Mundo Segundo Mafalda" para comemorar os 50 anos da criação de Mafalda criada pelo Quino. Esta exposição estará em cartaz até dia 28 de fevereiro de 2015, na Praça das Artes, em São Paulo. A Praça das Artes fica na Avenida São João, número 281. A exposição é gratuita e neste período de férias ótimo forma para nós leitores de nos divertimos além das leituras deliciosas que poderemos fazer ao longo do período de férias. 

     A Mafalda é uma personagem feita pelo cartunista Quino no período ditatorial argentino. A personagem como muitas crianças perguntam pelos sentidos das coisas, mas Mafalda ganha o tom de uma personagem questionadora pondo em crítico a situação como estava politicamente na Argentina.



   
   Estou muito animada com esta exposição, pois sou leitora dos quadrinho de Mafalda desde meus 11 anos e sinto muita admiração pelo trabalho do Quino pela produção incrível que fez além de Mafalda.  Ainda não pude ir ver a exposição, mas pretendo muito ir neste mês e quando for trarei algumas fotos da exposição para dividir com vocês. 

Espero que todos possam ir a exposição!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

TAG Dias da Semana

Olá!
Eu voltei após dar uma sumida por uns 2 ou 3 meses, mas agora quero estar mais presente no blog. Então nada mais divertido voltar e fazer uma Tag. Vi esta Tag no blog Resumo da ópera respondida pela Michelle.



Domingo – Um livro que você não quer que termine ou não quis que terminasse.

Acho que vou dar uma roubada nesta categoria, pois conheci neste ano dois livros incríveis que me tocaram muito e que não queria que acabassem. Foram eles “Mumin” volume 1, de Tove Jansson e O escolhido foi você de Miranda July.




Segunda – Um livro que você tem preguiça de começar.
Tenho preguiça em começar o “O Jogo da Amarelinha” de Júlio Cortázar, pois eu tenho um certo receio de começar a ler livros de realismo mágico da América Latina e não gostar.  Por isto adio muito o início em conhecê-lo.



Terça – Um livro que você empurrou com a barriga ou leu por obrigação.
Durante o ensino médio tive que ler alguns livros entre eles uns eram leituras para vestibular. Muitos dos livros não foram para mim ruins, mas “Dom Casmurro” de Machado de Assis foi o que menos gostei e foi extremamente difícil continuar a ler este livro até o fim. Apesar de ter terminado de lê-lo, não gostei da leitura.






Quarta – Um livro que você deixou pela metade ou está lendo no momento.
Eu gosto muito da filosofia existencialista de Sartre, mas “A Naúsea” é um grande desafio para gostar. O livro gera o mesmo sentimento do título do livro. Não sei se foi uma fase ruim que tentei ler este livro, mas tenho um pouco de receio de tentar ler ele novamente.


Quinta – Um livro de quinta, que você não recomenda.

“Paixões: Amores e desamores que mudaram a história” de Rosa Montero foi realmente um desencanto em conhecer. Esperava muito mais do livro, sabia que seria um pouco biografista, mas o livro não sabe bem do que está falando. Pareceu-me um livro para vender e que a autora não tinha nenhum interesse de trazer um debate sobre o amor pelas perspectivas das pessoas que ela tenta retratar. Ela se vale de argumentos preconceituosos dos quais fez com que Oscar Wilde fosse preso. Isto me entristeceu e fez com que não quisesse mais ler nada desta autora.



Sexta – Um livro que você quer que chegue logo (lançamento ou compra)

Uma grande felicidade de final de ano foi saber que a Panini irá lançar HQs especiais de Hora da Aventura e vi que lançaramHora de Aventura apresenta – Marceline & As Rainhas do Grito”. Fiquei super feliz, pois minha personagem favorita no desenho é a Marceline.

Sábado – Um livro que você quis começar novamente assim que ele terminou.


“Escolha o seu sonho” de Cecilia Meireles foi um livro que ao longo da leitura me deu muita alegria e nostalgia. Cecilia Meireles me lembra meu princípio como leitora. Este livro de crônicas alegrou e muito o meu dia e depois que li foi ler mais algumas vezes ao longo da semana. Penso em relê-lo no próximo ano, pois não me canso de visitar a escrita de Cecília Meireles. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

"Sailor Moon" 4, de Naoko Takeuchi


Neste mangá de Naoko Takeuchi nos surpreende pela trama ao lembrar dos conflitos explorados em ficções científicas e literatura do período de Guerra Fria, que deixa explicito que um lado é mal e o outro é bom. O contexto da Guerra Fria trouxe para o mundo dos quadrinhos, livros e telas várias representações da bipolaridade entre os regimes disputavam melhor convencimento e provação de sucesso de seus regimes. Exemplos conhecidos destas representações são: 

-Caveira vermelha e Capitão América 
  
Sendo que o Caveira Vermelha representava o lado soviético e o Capitão América representava o lado capitalista defendido pelos Estados Unidos nesta representação.

- 007:  Moscou contra 007



Neste filme assim como muitos filmes feitos no período da Guerra Fria utilizaram a disputa ideológica pela "melhor" forma de governança aplicando medidas de sabotagem, como: implantar espiões no lado capitalista. Este estilo de filme também tornou gênero chamado Noir que normalmente esta em preto e branco e possui uma mulher "femme fatale" que engana o protagonista homem. Mostrando uma construção bem sexista dos papéis, pois a "femme fatale" sempre se mostra uma mulher independente e nesta época questões sobre libertação dos direitos das mulheres ainda era discutido.

- Casei com um comunista - Philip Roth
Este é um exemplo de como se temia a vinda deste outro modelo político em países e culturas governadas por capitalistas.

Acredito que este medo pelo outro e pelo desconhecido traz neste mangá o mistério e a adrenalina para lermos o mangá seguinte. Não quero discutir aqui se isto é correto ou não e se isto é um assunto batido, mas vejo neste resgate uma forma cômica de trabalhar como tememos sem não conhecemos, que é capaz de atribuirmos tudo que dá de errado há alguém ou algo. Achei engraçado a autora resgatar esta bipolaridade depois de anos do fim da divisão efetuada pelo muro de Berlim. Acredito que o tema tem muito para ser revisto da forma que a autora faz que é de maneira crítica, irônica e cômica.

domingo, 14 de setembro de 2014

Tag Educação Sentimental

   Esta tag foi criada pelo Bruno Leite do blog O Espanador que tinha como intenção trazer livros que "moldaram minha educação sentimental". A tag foi respondida também pela Tatianne do blog No país das estrelinhas e pelo Rafael do blog O Espanador


Lira dos Vinte Anos - Álvares de Azevedo


 Este livro de poemas de Álvares de Azevedo me encantou pela minha adolescência com suas palavras perante o amor e pensamentos sobre a vida. Acredito que algumas pessoas não veem Álvares com olhares bons por ser taxado de poeta ultra-romântico e por ser pouco trabalhado nas escolas sobre o que ele escrevia. Porém, eu sempre tive muita curiosidade em saber este amor que poderia ser preservado além vida, mesmo após a morte alguém ainda a amaria. 





Noite na Taverna - Álvares de Azevedo


Este livro conta uma conversa de bar de um grupo de homens contando seus amores e paixões que viveram. Nestas histórias havia sempre uma mulher que os arrebatavam, mas no fim nunca permanecia junto a eles. Estas histórias repleta do encanto de seus narradores pelo encanto ao encontrar aquela que aparenta ser a forma perfeita de amada.
Assim como este livro, por muito tempo tive a impressão que nunca encontraria alguém que dividisse de minha paixão por Álvares de Azevedo, porém um dia em minha faculdade discutindo a questão do amor na literatura, eu encontrei alguém que compartilhasse do meu gosto pelo amor alvarisiano e hoje estou namorando com ele. Coincidência ou não, nós começamos a namorar no mesmo dia do aniversário de Álvares de Azevedo que é dia 12 de Setembro.



Os sofrimentos do jovem Werther - Goethe

Neste livro conta a história de Werther conta, através de cartas, ao seu amigo Wilhelm sobre sua estadia na cidade em que se encontra. Durante este período Werther se encanta com a natureza, faz reflexões sobre a vida, os valores que as pessoas dão ao status dos outros, filosofia, o amor e a beleza que as coisas simples.









Tráfico de mujeres y otros ensayos sobre feminismo - Emma Goldman

  Neste livro de ensaios que discute o papel dado para mulher na sociedade e quão equivoco a sociedade entendia as questões relacionadas ao amor. É um livro prol a busca da liberdade do ser humano, livre-se das amarras morais e do Estado.
  Ela é uma grande inspiração para mim. Influencia na minha busca pela liberdade e igualdade dos seres que tanto discuto aqui no blog e na minha vida. Se quiser saber mais sobre este livro veja a resenha deste livro.





Persépolis - Marjane Satrapi

Este quadrinho nos conta a história de Persépolis que vive a Revolução Iraniana e na adolescência é mandada para a Europa pelos pais e encontra-se só em um lugar que ninguém a vê como parte e sempre como estrangeira. Bem, este livro me ensinou que não deveria fingir ser uma pessoa que não era para ser aceita, mas sim ser eu mesmo. Independente de seus gostos, interesses e sonhos acredito que este livro cativa quem sempre se sentiu só por ser diferente.  



Eu tagueio todos que ficaram com vontade de fazer esta Tag e se fizerem por favor me mandem o link, pois quero muito ver suas respostas.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Em cartaz nos cinemas: "Violette" Leduc


        Soube através de uma página sobre Simone de Beauvoir nas redes sociais que o filme "Violette" estreará hoje no Brasil, no dia 28 de Agosto de 2014, porém a estreia mundial foi em 6 de Novembro de 2013. Confesso que de início não sobre o que era este filme, porém ao ver o trailer do filme pude compreender a conexão da página de Simone de Beauvoir com "Violette". 
     O filme se refere a Violette Leduc, uma escritora francesa próxima a Simone de Beauvoir que sofreu censura em seus livros por conter conteúdo erótico de homossexualidade feminina. Aparentemente o que dá para entender com o trailer é que irão trabalhar com a representação da escritora Violette e a ambientação do qual ela produziu suas obras.


      Após adorar saber desta descoberta de uma nova autora próxima de muitos autores que admiro e gosto, como: Jean Paul Sartre, e a Simone de Beauvoir. Tive interesse de ler obras de Violette Leduc para que minhas impressões não ficassem presas ao que conheço de Beauvoir e Sartre e apenas encontrei dois livros em português que são: "A Bastarda" que foi publicado em 1964, que segundo um site diz que foi "publicado no Brasil inicialmente na década de 60, o livro foi reeditado nos anos 80. Hoje encontra-se fora de catálogo, só podendo ser encontrado em sebos."; e o livro "Teresa e Isabel" publicado em 1966 que pelo que entendi fazia parte do livro "Destroços" que contava com "três experiências amorosas e sexuais" entre elas: "a paixão por Isabel, o relacionamento com Denise, o encontro com Jacques Mercier, com quem foi casada por um breve período que terminou com sua tentativa de suicídio e um aborto. Os editores consideraram demasiado chocante a parte inicial (seu envolvimento com Isabel) e recusaram o manuscrito. Mutilado, o livro foi reescrito inúmeras vezes ao longo de 6 anos até ser aceito pela editora (não sem diversos cortes) em 1955." Não sei até que ponto estas informações se relacionam a biografia de Violette ou como sua escrita efetivamente aconteceu, porém outra questão que acho necessária de levantarmos com a vinda deste filme ao Brasil que é: Por quê não houveram outras publicações no Brasil desta autora? Vejo um vazio de representatividade de autores que falam sobre a questão de gênero/sexualidade que saiam do posicionamento heterossexual. Acredito que hoje exista mais livros sobre estas representações, mas ainda vejo um conservadorístico incrustado na política brasileira que impede o livre-arbítrio e direitos humanos de cada pessoa. Um exemplo que mostra ainda este conservador de política é o discurso de Jair Bolsonaro sobre as pessoas que não são heterossexuais.



  A discussão não vai ser finalizada aqui. Acredito que este pensamento conservador impede o direito do outro de viver sua vida e usufrui-la. Acho importantíssimo esta discussão não só por grupos LGBTTT, mas a sociedade em geral, pois apesar de muitos pensarem que questões de direitos humanos incluírem a todos, a realidade é outra. Exemplo disto, o direito de voto e direitos civis da mulher só foi conquistado no século XX. Imaginem que a conquista de direitos humanos para quem é marginalizado e inferiorizado é bem mais complicada de ser obtida e respeitada.

   Desejo com este post que as pessoas que gostassem ou que se interessaram pela temática deem espaço a leituras que ampliassem  a visão sobre a diversidade de gênero. Além de indicar este filme que fez eu me interessar em postar sobre este assunto. Desejo ler livros desta autora e outros sobre discussões de gênero pela literatura e pelas artes. Se alguém tiver alguma indicação, por favor compartilhe nos comentários. Eu irei gostar muito de ter outras leituras sobre este assunto.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

"Sailor Moon" 2 e 3, de Naoko Takeuchi


      Este post vem para recuperar o tempo que deixei de falar de Sailor Moon, pois queria fazer algo mais próximo as publicações dos mangás para que as pessoas não desistirem de lerem este mangá por não ter gostado do primeiro mangá desta série de Sailor Moon. Então, comparado do primeiro volume de Sailor Moon, o segundo e o terceiro são bem diferentes.
       Lembrando que os tramas principais de Sailor Moon são sobre a salvação do Reino da Lua e encontrar o cristal de prata. As tramas secundárias são desde a descoberta de novos personagens ao longo dos volumes, tentativas dos integrantes da Black Moon tentando fazer mal aos humanos e Sailors.
      O segundo volume veem com a proposta de discutir coisas que para algumas pessoas acreditaram que não foram explicadas logo do início, assim como: o motivo pelo qual existem as guardiãs de Sailor Moon, o que aconteceu no passado delas para se reencontrarem só agora, quem é Tuxedo Mask (Mamoru). Outra coisa que podemos encontrar neste segundo volume é que a trama secundária não é finalizada no final deste mangá, e sim no 3° volume.do mangá.

    No terceiro volume vemos a trama secundária se desenvolver com mais aventura e relacionando o confronto com as pessoas com a Black Moon. O 3° volume me lembrou o anime Tenchi Muyo! por conectar conflitos de outros planetas/espaço e de seres que não são do planeta Terra comporem a trama secundária e principal. 

  Para quem estava esperando para saber onde estaria o cristal de prata, neste volume descobrimos enfim onde ele se escondia. Acreditem valem a pena ver a cena que é bem bonita e repleta de emoção.
    Acredito que o segundo volume é bem mais romântico do que o primeiro e que ao longo dos volumes vem ganhando mais espaço para as aventuras. 
   Bem, neste post coloquei dois dos mangás, mas os próximos sobre Sailor Moon farei um individual por volume. Li até agora quinto volume e digo que cada vez mais interessante a trama. Pretendo em breve postar sobre o volume 4 e 5.
Desejo a todos ótimas leituras! 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

"Maus", de Art Spiegelman



"Maus" é um quadrinho que carrega muitos sentimentos fortes, pois conta através da vivência de Vladek, um judeu que morava na Polônia que conta a seu filho Artie sobre a história da vida dele antes e durante a 2° Guerra Mundial. O quadrinho é divido em duas partes o antes da 2° Guerra Mundial e no outro o durante a guerra. O método que o autor usou  foi através de entrevistas de seu próprio pai para fazer esta obra. Então, nós temos partes que ambientam os dias das entrevistas e assim conseguimos traçar o que houve com Vladek ao longo do tempo. 

Aqui respondo como encontramos Vladek no período em que foi entrevistado, ele se tornou alguém que demonstra o sofrimento de perdas de conhecidos, familiares e amigos. Ele, depois de ter sobrevivido ao campo de concentração, que se apegou a tudo que lhe restou, assim como objetos sem utilizadade que foram guardados em sua casa. Vemos Artie fazendo um processo de que em História chamamos de História Oral que é afiliada a História do Tempo Presente onde a fonte de estudo são entrevistas. Mesmo sendo tempo mais recente, como se lida com pessoas, memórias e ponto de vistas não se tem algo imparcial. 


Nestas tirinhas que mostro acima possui esta discussão:

Vladek: -"Mas isso que acabo de contar, sobre Lucia e eu, eu não quer que você escreva na sua livro."
Artie: -"Quê? e por que não?"
Vladek: -"Não tem nada a ver com Hitler, com holocausto!"
Artie: -"Mas, taí, é um ótimo material para o livro deixa tudo mais real, mais humano. Quero contar a sua história, do jeito que aconteceu."

         O trecho acima é recorrente vermos nas entrevista de história oral pessoas contarem outras coisas além do que o entrevistador deseja, mas não devemos impedir a pessoa de nos contarmos outros assuntos, devemos orientá-los com perguntar para mostra o que queremos saber sobre suas lembranças. 
          Outro ponto que podemos abordar com este trecho questionarmos sobre o propósito da biografia e se isto seria uma biografia realmente, pois ele diz que pretende tornar mais "real", mas como literatura não tem compromisso algum com a realidade, Art Spiegelman pode bem não estar contanto "a verdade". Desta forma, parte ou muito pode ser criação do próprio autor.
          Tirando esta teoria de talvez seja apenas uma ficção, vemos a preocupação do autor de transmitir os sentimentos do Vladek nas entrevistas, assim como:

Este cansaço, esgotamento emocional e mal-estar que Vladek demonstrava pelos seus sentimentos de medo e pesar pelo futuro que o aguardava durante a 2° Guerra Mundial, e mesmo depois de ter se mudado para os Estados Unidos ele temia o retorno de ser perseguido. Num trecho em que Vladek conversa com seu filho que demonstra isto em palavras:

Vladek: -"Nunca senti culpa por causa do Richieu, mas tinha pesadelos com homens da SS invadindo minha classe e levando todas as crianças judias."
Vladek: -"Não me entende mal, eu não era obcecado por essas coisas... só que ás vezes imaginava que tinha zyklon B saindo do chuveiro lá de casa, e não água.”

Este trecho mostra o medo constante e o trauma que não foi superado. Daí, nós encontramos as emoções que citei, porque Vladek passou por campo de concentração, fuga para que não fosse pego pelos nazistas e em tudo isto englobava sofrimento e tristeza. Antes da guerra o pai de Artie tinha conhecido sua mãe (Anja) que junto de seu pai passam por este período e situações ruins por um preconceito religioso. Porém vemos que o próprio Vladek quando mais velho foi preconceituoso com uma pessoa por ser de um tipo físico. Pontuando que até que ponto a pessoa que sofreu preconceito a ponto de ser preso para morrer pode ser injusto com outro por simplesmente ser diferente e possuir um preconceito que atribui se a pessoa é boa ou ruim.
Isto me lembra de um trecho onde Vladek foi convocado e por medo atirou sem parar em um soldado alemão que pedia ajuda por estar ferido. A questão de instinto de sobrevivência vinculado ao medo fez como que ele matasse um soldado ferido por desejar sobreviver. Porém no caso que relatei acima onde ele foi preconceituoso com quem não fez nada de ruim a ele e mesmo assim julgá-lo como ruim. Vejo nisto, como a banalização da violência gratuita que desumaniza os seres vivos que busca ver no outro uma imagem ruim por serem diferenças ou pelo sexo, ou pela sua cor, ou pela sua crença espiritual/religiosa, ou seus gostos. Acredito que independente das particularidades de cada ser vivo creio que por sermos seres vivos devemos vermos como iguais, todos tem momentos alegrias, medos, dificuldades, tristeza e raiva, mas porque nossas diferenças devem nos odiarmos a ponto de desejar algo ruim a pessoa? Até que ponto a argumentação do preconceito pode tornar seres vivos de um grupo inferior ou melhor do que o outro?
            Estas questões podem ser conectadas com um acontecimento atual sobre um discurso de superioridade e inferioridade que no caso Israel e Palestina se inversão de papéis de oprimido para opressor onde judeu israelense está dominando território da Palestina e matando o povo palestino. Justo este os judeus que foram perseguidos e não tinham uma relação de identidade nacional, mas religiosa está massacrando outro povo que cedeu território para eles viverem e fazerem seu próprio país. Aqueles que foram diferenciados e julgados por sua religião não deveria cometer tal desumanidade contra os outros. Só fiz tais comentários e conexões, pois se banalizou tanto o assunto da violência que naturalizamos a violência ao outro. Vejo o quanto de documentários, filmes e livros falarem sobre a 2° Guerra Mundial que parece que ao longo da História passada e presente não existiu e existe esta banalização da violência ao outro.  
Voltando ao livro, vejo que o autor soube articular muito bem a união da história oral e buscar compor uma biografia. Mesmo se esteja uma ficção por completo ou parcialmente, acreditamos que a busca de fazer homenagem a seu pai é o importante na obra. O foco dele é de conectar o sofrimento destes que sofreram perseguição e mortos pelo preconceito e violência do governo nazista efetuado sobre eles. Estas lembranças e vivências que os pais do autor passaram e que ele só ouvir falar. A transmissão das memórias e sofrimentos das pessoas que passaram por tal violência tendem a se fechar e como Vladek se endureceu como forma de sobreviver a dor e lutar para continuar vivendo ou sobrevivendo.



terça-feira, 29 de julho de 2014

"Eleanor & Park", de Rainbow Rowell



          Li este livro com intuito de descansar de leituras acadêmicas, e foi um boa escolha. Este livro é um livro gostoso de ler que faz você voltar a ser adolescente. Rainbow Rowell faz um ótimo trabalho de preender a atenção do leitor quando nos conta todos pensamentos e acontecimentos dos dois protagonistas.     
      A história conta a entrada de Eleanor numa nova escola e em uma nova cidade que acabou de se mudar com a família e seu novo padrasto, e no primeiro dia dela acaba conhecendo Park no ônibus escolar. Este livro possui capítulos com o nomes dos protagonistas contando mais especificamente sobre a perspectiva dele sobre os acontecimentos. A aproximação destes personagens se dá através de leituras de quadrinhos e músicas. Ao longo, tenho que confessar que torci para que um relacionamento acontecesse. Porém, às vezes o livro me lembrava a música "Se..." do Djavan:


     O livro fala do primeiro amor e de pessoas que não se enquadram tanto aos modelos comuns da escola, mas não pretende infantilizar ou deixar adulto demais, pois se trata de adolescentes. Acredito que a autora soube dosar sentimentos e os desejos de cada um.
          A família de Eleanor possui alguns problemas que faz com que o enredo não seja um conto de fadas e estes problemas permeiam pelo romance criado pontos tensos para história principal  de Eleanor e Park. Estas tensos e medos presentes no texto me lembrou "Carnival of Rust" de Poets of the Fall:

      Indico este livro para todos que querem um leitura gostosa e cheia de romance. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Resultado do meu desafio da Maratona Literária 3.0

     A Maratona Literária 3.0  terminou ontem, dia 27 de Julho, e venho aqui contar como foi deste desafio. 
Li nesta ordem os livros:

1° Solanin 1, de Inio Asano - ★★★

2° A ordem do discurso, de Michel Foucault - ★★★★

3° Solanin  2, de Inio Asano - ★★★★★ 

4° O Estrangeiro, de Albert Camus - ★★★★

5° A Revolução de Outubro, de Leon Trotski - (não concluído)
Não conclui a leitura deste livro, pois percebi que não estava bem em ler livros com finalidades acadêmicas em um tempo tão curto. Porém irei continuar a lê-lo.

Então o saldo deste desafio foi de ler 4 livros de 5 livros prometidos para a Maratona. Além da Maratona Literária terminei de ler Eleanor & Park, de Rainbow Rowell e li também "Ei! Tem alguém ai?", de Jostein Gaarder. O lado bom deste desafio foi que pude me ampliar a carga de leitura que usualmente faço e além disto conheci os mangás Solanin 1 e 2 que foram uma experiência boa. 

Obrigada a todos que me desejaram boa sorte, pois estes desejos foram realizados em uma semana de leituras maravilhosas!